Zine Poesia


Mauro de Souza  















Semideuses



Culto ao Luxo
Restrição e exclusão a plebe
Demagogia a massa ignorante
Pois, eles é que são os restantes
Animais com tratamento de elite
Semelhantes seres humanos
Eles são seres invisíveis
Nas divisões injustas e invencíveis 
Casas, fortalezas invencíveis
Espelhos em toda parte
Arrogância, soberba
Rituais de vaidade 
Caridades hipócritas
Para serem ressaltadas na mídia
Também temos coração
Podem nos atacar com inveja e mentiras
Nasci em berço de ouro
E sempre tive vida fácil
Nunca tive humildade 
Mas já fiz muitos serem humilhados
Não me arrependo mesmo
E acho que nunca vou me arrepender
Pois, eu tenho dinheiro
E com ele tudo eu posso ter


Mauro de Souza – Livro: “Sagacidade” Poesias para novos tempos 







Mauro Poeta

Algumas vivencias minhas em lugares que passei conseguir visualizar a questão da soberba do ser humano, a prepotência em muitas ocasiões, em casos que você observa nos lugares que o próximo se vê acima, e situações difíceis que passei que pessoas passam. A questão de alguns se sentirem melhor ou maior que o outro, quando na verdade não somos iguais, sejam pobre ou rico, o preto ou branco todos nós somos iguais.  







Nunca organizei mais participo dos recitais, em um recital na biblioteca de Olinda que fui homenageado junto com outra poetiza e ajudei na produção. Aqui em Recife já participei de alguns, no espaço mamulengo na Praça do Arsenal onde fui convidado pelo Poeta Malungo, do sarau da boa vista umas três vezes, participei mais recitais em Olinda e gostaria de participar mais no Recife. na fliporto fiz juntos com a sociedade dos poetas vivos de Olinda e da bienal também já recitei.  O primeiro livro é Eterno e Outras Poesias, lancei em 2010 na festa do livro e relancei em outros lugares. É um livro onde estava começando e a maioria dos poemas são voltados para o socialismo à maioria dos textos que escrevo são socialistas mesclando lirismo e surrealismo. O segundo é Sagacidade poesia ara os novos tempos, foi editado em 2012 e mas só fiz o lançamento dele em 2013 na fliporto no estante a prefeitura de Olinda junto com a sociedade dos Poetas vivos de Olinda. Tenho um texto infantil chamado O palhaço e o poeta que quero futuramente publicar. Um outro projeto que fiz e não deve continuidade foi uma banda chamada Surreal social Clube que acabou não dando muito certo, pretendo ainda fazer algo com musica e poesia porém não agora. atualmente estou fazendo curso de teatro e sou educador social. Na biblioteca de peixinho fiz um trabalho pra cativas as crianças se aproximarem do objeto livro que era mediação de leitura com muitas dinâmicas lúdicas. Este ano de 2016 ingressei numa ong chamada Aldeias Infantis S.O.S na cidade de Araçoiaba, e do mesmo modo que em peixinhos trabalhando o lúdico infantil, está dando muito certo as crianças estão começando a se interessa mais pelos livros.      







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Adriana Barbosa 








Rainha tua

Rainha na tua vida
Abelha que te dá mel
Beleza da natureza
Encantando os teus dias
Saboreando-a em véus

Sorriso sempre no rosto
De alegria e satisfação
De produzir tanto mel
Enlouquecendo-o de paixão

De um amarelo intrigante
Cor de alegria a dois
Mel, alegria, encanto
O resto, produzimos depois

(Adriana Barbosa do Carmo)
XII Antologia da SPVO





Veio desaguando estas frases sobre amor e paixão que são inspirações que vem das noites dormidas em sonhos e se eu não escrevo se perdem dedicado ao meu marido.



Adriana Barbosa do Carmo, pernambucana nascida em Limoeiro em 05 de março de 1970, filha de Alice Barbosa da Silva Carmo e José do Carmo da Silva Filho (in memória) é pedagoga e pós-graduada em Administração Escolar e Planejamento Educacional. Iniciou-se no mundo das artes plásticas, inspirando-se nas paisagens naturais, fauna e flora e escreve poesias desde 1992, envolvida por uma gama de energia que lhe transporta a doar-se com intensidade e amor em tudo que faz. Hoje, faz parte da Sociedade dos Poetas Vivos de Olinda e participa do projeto cultural “Artes& Serenata de Olinda”. Publicou texto na Revista Broto (do Centro Cultural Luiz Freire) no ano de 2007. Participou da XI Antologia da Sociedade dos Poetas Vivos de Olinda em junho de 2014 e da Antologia Poética: Bouquet de Desejos (Poemas Sensuais) em julho de 2014











Sergio Leandro 








Subitamente

A voz das águas atravessa a noite
A voz dos homens, a voz dos pássaros
Dirão da vida o que as sendas mostram...
O deus dos homens atravessa o jardim
Nos funerais da tarde...
Fará perguntas que não responderemos
E silenciará como quem morre subitamente.






Nos poema o homem recebe-se, ouve as vezes da natureza. A fé e a morte aparecem completamente atreladas à condição humana, as perguntas sem respostas indicam a fragilidade e o inacessível.



Sergio Leandro tem 38 anos, escreve deste os quinze, quando começou a se interessar por literatura. Seus poetas preferidos são Manuel Bandeira, Alvares de Azevedo e Augusto dos Anjos. 










Leila Alves





















POEMA


Não leia meu poema
Como se lêsse a mim, porque
Não é de mim que escrevo.
Escrevo o mundo,
Debulho os excessos e sobejos,
Transcrevo adjacências...
Não leia meu poema
Com olhar de vitrine.
Leia-o com olhos de rio,
Sinta-o na imponderável
Profundeza dos pântanos.
Meu poema não me descreve
Ao menos me pertence.
Meu poema é dos casebres,
Das pupilas e das crateras
Dos quintais e andorinhas.
É lunático quando menino,
Telúrico quando diz
Dos homens.

Leila Alves


    Escrever um poema é de certa forma incorporar o mundo,pessoas, objetos, natureza e situações.Quando escrevo troco de alma; Procuro sair da minha zona de conforto e me colocar na condição de leitor.Assim descrevo este poema."Meu poema não me descreve, ao menos me pertence." Enfim, Meu poema é do leitor. 

    Escrevo desde criança.Meu primeiro e único livro " Lado Selvagem" publicado pelas edições Pirata em 1981-Declamadora Oficial do departamento de letras da UFPE em 2002 - Com poemas publicados no Jornal de Commercio na coluna do então poeta (falecido) Alberto da Cunha Melo, bem como atuante em movimentos e recitais e poéticos de Recife.










Jailson Oliveira 







 RECONFIGURAR (-SE)

O que a vida pode nos proporcionar
Se a sinestesia corporal
Atender aos impulsos elétricos
Do sentimento?
Desafiar-se a um encontro?
Abrir-se ao inesperado?
Reconstituir-se?
Realinhar-se com as novas possibilidades?
Deixar a vida fluir? ...
E se tudo isso e muito mais se misturar
E de tal forma que não seja possível explicar tão simples?
Ou simplesmente se dilua?
...assim...
entre um riso... e um sério...
entre a palavra...e um cheiro...
entre um suspiro... e um beijo...
uma multidão de palavras...
e as línguas;
entrelaçadas...
fazendo e gritando tudo.

Falando nada.




  O texto foi criado minutos depois de um encontro inesperado com uma pessoa desconhecida, na tarde do domingo de 21/02/2016 ,após ás 16hs, no recife, próximo ao Cais de Santa Rita,após uma cessão de cinema. Terminado o encontro mais ou menos as 23hs, começou a correria para pegar o ônibus. Andou-se até a frente dos Correios, na Avenida Guararapes, onde se dizia da vida um do outro. Promessas foram feitas de um novo encontro que não se concretizou. Da despedida até a chegada em casa o poema foi concluído e enviado pelo zap para a outra pessoa. Ela felicitou a criação e durante dias a comunicação pelo fone e rede social se ampliou marcando-se novos encontros que não se concretizaram.O último contato por telefone ela disse : “Eu ligo”. O poema continuou sendo lido, distribuído e realimentado, mas até agora sem saber se será dito frente a frente, face a face a pessoa que o inspirou. Hoje, após 08 dias, ouvindo a Banda  Antares, no Espaço Cultural Poesis, e escrevendo essa descrição , ouvi de sua vocalista o termo    "o não programado”, como sugestão de título para este poema... ao que fui rabiscando e pesquisando sinônimos sobre desprogramação e assim surgiu o título agora oficializado. Ou seja: “RECONFIGURAR (-SE)”.



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